Homenageado, Adriano fala sobre o Frizão: “A cidade precisa abraçar”

Lá estava ele de novo, com as chuteiras nos pés e luvas nas mãos para defender a meta do Friburguense. Não no Eduardo Guinle, mas no campo de grama sintética, ao lado de onde fez história e ajudou a escrever alguns dos capítulos mais vitoriosos do Tricolor da Serra. Adriano Francisco da Silva conhece como poucos o clube, desde que ajudou a subir a equipe para a primeira divisão Estadual, em 1998. O ex-goleiro viveu de tudo um pouco, desde a euforia pelo título da João Ellis Filho em 2009 até o rebaixamento no ano seguinte. Depois da aposentadoria, em 2010, trabalhou como preparador de goleiros, e passou a observar com outros olhares o dia a dia do Friburguense.

Adriano deixou a função recentemente, mas o sentimento pelo clube o acompanha onde quer que esteja, como ele próprio faz questão de ressaltar. O ídolo da torcida tricolor acompanhou de perto a trajetória da equipe neste ano, e ressalta que a cidade deveria abraçar mais o clube que a representa.

“Eu fico muito triste, porque eu achei que faltou o apoio da cidade ao Friburguense. Eu também já sofri bastante com isso. E mais ainda por não estar aqui, junto com os meus companheiros, pois tive alguns problemas particulares. Às vezes o Siqueira é muito criticado. Erros acontecem em todos os lugares, mas outros clubes têm patrocinadores e as pessoas que apoiam os times da cidade. O Siqueira e o clube precisam muito mais de incentivos do que de críticas, até porque criticar é muito fácil.”

Homenageado durante o Festival de Veteranos de Futebol Society, no último feriado do dia 7, Adriano esteve em Nova Friburgo e pôde rever os amigos que fez, dentro e fora de campo. Querido por todos no clube, participou de um dos jogos, defendendo um dos times máster do Tricolor da Serra. Novamente morador da capital fluminense, o ex-goleiro fala sobre os novos desafios profissionais e faz questão de destacar o carinho pelo Friburguense.

“Eu continuo no Rio de Janeiro, trabalhando no projeto da Saferj, que é o Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Estamos lá todas as segundas, quartas e sextas, com os atletas que estão sem clube e mantêm a forma para tentarem conseguir novas equipes. Toda quarta-feira eu também treino junto com o Fla Máster, na Gávea, e estou muito feliz por ter voltado para o Rio para resolver meus problemas particulares. Não me arrependo de nada do que eu fiz, principalmente por ter jogado aqui e contribuído com a história do Friburguense.”

 

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